Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (10/9), em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, mirando suspeita de desvio de recursos públicos de emendas parlamentares ligadas ao financiamento do documentário “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ação, batizada de Operação Make Up, foi deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e teve autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, concedida em 3 de setembro.
A investigação apura suspeita de desvio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares repassadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) para o financiamento do filme, sem comprovação por nota fiscal do uso dos valores, segundo a Polícia Federal. A apuração também examina repasses do empresário Daniel Vorcaro à produção.
De acordo com a PF, mensagens e áudios indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, procurou Vorcaro para pedir recursos destinados ao filme.
Em transmissão ao vivo nas redes sociais, Flávio Bolsonaro classificou a operação como uma “tentativa de golpe” e disse que a decisão representava uma “pescaria probatória”. “Eles vão tentar dar um golpe e vai ser pelo Flávio Dino”, afirmou, segundo o site Pleno.news. Ele também sustentou que os recursos usados no filme eram privados e que a prestação de contas já havia sido apresentada à Justiça.
A autorização de Dino para a operação ocorreu antes de um episódio de disputa interna na Polícia Federal, o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, foi afastado do cargo em 8 de setembro por decisão do ministro André Mendonça, e recolocado no dia seguinte pelo próprio Dino, sob justificativa de evitar prejuízo às investigações. O presidente do STF, Edson Fachin, chegou a suspender despachos de Mendonça e de Dino sobre o caso.










