Um projeto de R$ 29 bilhões para levar o metrô até Santa Maria e o Gama e criar duas linhas de veículo leve sobre trilhos foi apresentado na quarta-feira (16/9), em Brasília.
O anúncio foi feito pela governadora Celina Leão (PP), em entrevista coletiva no Palácio do Buriti, e reúne as principais obras de mobilidade previstas para o Distrito Federal na próxima década.
A peça central é a Linha 2 do metrô, com 79,8 quilômetros. O traçado sai de Santa Maria e do Gama e passa por Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Candangolândia e Núcleo Bandeirante até chegar à região central de Brasília. Entre as estações previstas estão Congresso Nacional, Catetinho, Asa Sul e Polo JK, esta última próxima a Valparaíso de Goiás. A estimativa do governo é de que o trecho atenda cerca de 239,9 mil pessoas por dia.
O pacote inclui ainda duas linhas de VLT. Uma delas, com 22 quilômetros, ligará o Aeroporto de Brasília ao Noroeste, passando pela W3. A outra atenderá Ceilândia e Taguatinga, com passagem pela Estação Ceilândia, pela Avenida Hélio Prates e pelo Terminal Sol Nascente, e deve beneficiar cerca de 100 mil pessoas diariamente.
A promessa do governo é de integração entre os modais. “Em algum momento o VLT de Taguatinga vai parar numa estação e metrô e você vai poder pegar o metrô de Ceilândia para o Gama, algo que antes era impossível”, afirmou a governadora.
Os primeiros trechos têm previsão de entrega em cerca de quatro anos. O financiamento deve combinar parcerias com a iniciativa privada, aportes de empresas internacionais previstos para o próximo ano, recursos orçamentários e a venda de lotes públicos vazios, modelo semelhante ao utilizado na urbanização de Águas Claras.
Parte das etapas já está em andamento. A licitação para a compra de 15 novos trens tem resultado previsto para 12 de novembro, enquanto a contratação do sistema de sinalização, estimada em R$ 2 bilhões, está com o certame aberto. Os projetos da Linha 2 e dos VLTs tramitam no Tribunal de Contas antes da abertura das licitações.







