Neste domingo (20/9), vieram a público imagens que mostram o ministro Alexandre de Moraes e a mulher dele, a advogada Viviane Barci, desembarcando de um jato executivo no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
A gravação é de 22 de agosto de 2025 e integra apuração da Polícia Federal. A aeronave é um Learjet Legacy 650, de prefixo PP-NLR, à época registrada em nome da empresa Fraction 024, que tinha participação do fundo Viking Participações, do empresário Daniel Vorcaro, e era operada pela Prime Aviation.
O voo ocorreu cerca de três meses depois de o escritório de advocacia de Viviane Barci firmar contrato de R$ 50 milhões com empresa ligada ao grupo do empresário, valor que se somou a contratos anteriores de R$ 131 milhões.
O gabinete do ministro nega que ele tenha viajado em aeronave do empresário. “O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro”, diz a manifestação. O escritório da advogada afirma contratar diferentes serviços de táxi aéreo, entre eles a operadora responsável pelo voo.
A divulgação das imagens provocou reação imediata no campo político. O senador Flávio Bolsonaro usou as redes sociais para atacar o magistrado. “Sentou na cadeira, aparelhou o Estado e sua máfia implodiu a democracia, sob o falso pretexto de ‘protegê-la'”, escreveu. Em outra publicação, o parlamentar afirmou que “Alexandre de Moraes é o principal responsável por Lula voltar à cena do crime”.
Daniel Vorcaro é fundador do Banco Master e alvo de investigações sobre fraudes na instituição. Segundo as apurações, ele questionava interlocutores sobre o uso da aeronave pelo ministro.









