O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, deixou de ser considerado foragido da Justiça e agora passa a responder em liberdade por acusações de envolvimento com estruturas ligadas à facção Comando Vermelho (CV) para lavagem de dinheiro. A decisão por unanimidade foi votada pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) , que ainda revogou a prisão preventiva do cantor.
Oruam estava foragido desde fevereiro de 2026 após descumprir medidas cautelares impostas pela Justiça repetidamente, como violação de tornozeleira eletrônica. Apesar da prisão preventiva revogada, o rapper não está livre das acusações que tramitam na 1ª Vara Criminal Especializada da Capital.
Em nota, a defesa dele disse que o artista e o advogado sempre confiaram na Justiça e que a liberdade seria reestabelecida. “O próximo resultado esperado é o trancamento desta ação penal, formada inteiramente por provas ilícitas, conforme atestado em laudo pericial”, disse o advogado Thiago Lemos.
O relator do caso que revogou a prisão foi o desembargador Marcius da Costa Ferreira, que encabeçou a decisão e foi acompanhado pelo colegiado do TJRJ. Como a decisão não altera as acusações formuladas pelo Ministério Público, a Justiça seguirá investigando o caso, ouvindo testemunhas e coletando provas, enquanto Oruam, seu pai Marcinho VP, apontado como um dos principais líderes do CV no Brasil, e outros investigados são mantidos como réus.
Há outras acusações contra Oruam em tramitação na Justiça. Uma delas foi também a partir de uma denúncia do Ministério Público contra o artista por tentativa de homicídio qualificado após supostamente ter jogado pedras em oficiais da Polícia Civil quando a corporação cumpria um mandado judicial em sua casa, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Entretanto, após a Justiça entender que não haviam provas suficientes que garantissem que foi o cantor que jogou os objetivos dos policiais, o caso foi transferido para uma vara criminal comum.







