Exames realizados pelo Instituto de Medicina Legal (IML) indicam que o recém-nascido encontrado carbonizado em um monte de lixo, no Recanto das Emas, na última sexta-feira (25/9), nasceu com vida. Segundo o delegado responsável pela investigação, Zander Vieira Pacheco, a criança já estava morta quando o corpo foi queimado.
Ainda não foi possível determinar quando o bebê morreu nem a causa da morte. Os médicos do IML, no entanto, concluíram que a morte ocorreu antes da exposição ao fogo.
A informação é diferente do relato apresentado pela mãe à polícia. Durante o depoimento, ela afirmou que o bebê havia morrido após um aborto espontâneo.
A Polícia Civil identificou, nessa segunda-feira (28/9), o homem que aparece em imagens de câmeras de segurança ateando fogo ao monte de lixo onde o bebê havia sido deixado. Segundo a corporação, ele mora na região e costuma queimar lixo próximo de casa para evitar a presença de ratos.
O homem foi ouvido pela polícia e liberado. Nas imagens, ele aparece sem camisa, de bermuda e boné, se aproximando do monte de lixo. Em seguida, coloca outros objetos no local, ateia fogo e deixa a área pelo mesmo caminho.
Mãe e companheiro
A mãe do bebê, Luana da Silveira Fonseca, de 35 anos, e o companheiro dela, Wellington Ferreira da Cruz, de 56, foram autuados por infanticídio.
Câmeras de segurança também registraram o momento em que Luana leva o corpo do bebê dentro de uma sacola até um ponto de descarte de lixo, a cerca de 50 metros da residência onde o casal morava.







