A dermatologista Maize Oliveira, de 34 anos, que teve mais de 50% do corpo queimado na explosão de uma lancha no Lago Paranoá, deixou a unidade de terapia intensiva na quinta-feira (1º/10), depois de dez dias internada. Ela segue em tratamento no Hospital de Queimaduras de Goiânia.
“Estou no quarto do hospital, graças a Deus, muito melhor clinicamente. As lesões melhoraram bastante também”, afirmou a médica. Até o fim de setembro, ela havia passado por pelo menos cinco cirurgias.
Natural de Rio Verde (GO) e moradora de Goiânia, Maize estava entre as 15 pessoas a bordo da lancha que explodiu e pegou fogo em 20 de setembro, no Setor de Clubes Sul. Segundo a Polícia Civil, o motor não ligava, os ocupantes acrescentaram combustível de um galão e, em uma nova tentativa de partida, houve a explosão, seguida de incêndio na parte traseira da embarcação.
Treze pessoas foram atendidas no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), e quatro delas ficaram em estado grave. A Marinha do Brasil instaurou inquérito administrativo para apurar as circunstâncias do acidente.
O caso é um dos mais graves registrados no lago neste ano. Em agosto de 2023, uma explosão no motor de outra lancha deixou um menino de 9 anos com 70% do corpo queimado; ele morreu dias depois.





