A eleição para presidente da República será decidida em segundo turno, em 25 de outubro, entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno, realizado no domingo (4/10), Flávio terminou à frente. Com 98,36% das seções apuradas, ele tinha 47,31% dos votos válidos, contra 44,83% de Lula. Nenhum dos dois alcançou a maioria necessária para vencer já no primeiro turno.
A diferença entre os dois caiu ao longo da apuração. Com 96,60% das seções totalizadas, Flávio tinha 47,72% e Lula, 44,70%. O escritor Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro lugar, com cerca de 2,9% dos votos válidos. Os demais candidatos, entre eles Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), tiveram votações menores.
O resultado inverte o cenário de 2022, quando Lula terminou o primeiro turno à frente de Jair Bolsonaro, pai de Flávio, com 48,43% contra 43,20%, e venceu a disputa no segundo turno. Lula busca agora um quarto mandato. Nas três vezes em que foi eleito, em 2002, 2006 e 2022, a eleição também foi decidida no segundo turno. A última vitória em primeiro turno na disputa presidencial ocorreu em 1998, com Fernando Henrique Cardoso.
Lula, de 80 anos, governou o país entre 2003 e 2010 e voltou ao cargo em 2023. O vice na chapa é Geraldo Alckmin (PSB). Flávio, de 45 anos, disputa a Presidência pela primeira vez. Foi deputado estadual no Rio de Janeiro por quatro mandatos e é senador desde 2019. O vice da chapa é o deputado federal Alfredo Gaspar.
A campanha do segundo turno começa nesta segunda-feira (5/10) e terá três semanas. Os dois candidatos vão disputar o apoio dos eleitores dos derrotados no primeiro turno. Os debates na televisão vão até 23 de outubro. No Distrito Federal, a eleição para governador também terá segundo turno, entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT).









