O Distrito Federal não elegeu nenhuma mulher para a Câmara dos Deputados nas eleições de domingo (4/10). As oito cadeiras da capital ficaram com homens. Na Câmara Legislativa, por outro lado, a bancada feminina cresce de quatro para cinco deputadas, o equivalente a cerca de 21% das 24 vagas.
Na Câmara dos Deputados, a ausência feminina é resultado direto da troca de cargos. Em 2022, o DF havia eleito duas deputadas federais, Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT). Neste ano, as duas disputaram o Senado. A mulher mais votada para federal foi Mariana Naime (PL), que ficou como suplente, apesar de ter mais votos que dois dos eleitos. Pelo sistema proporcional, as três vagas do PL ficaram com candidatos mais votados do partido.
Na Câmara Legislativa (CLDF), foram eleitas Estefane Sampaio (Republicanos), com 45.558 votos, Keka Bagno (PSOL), com 40.569, Jaqueline Silva (MDB), com 31.882, Renata Daguiar (Republicanos), com 28.172, e Dayse Amarilio (PSB), com 15.440. Jaqueline e Dayse foram reeleitas. Estefane, Keka e Renata chegam à Casa pela primeira vez como titulares eleitas.
Das quatro deputadas eleitas em 2022, duas não voltam à CLDF. Delegada Doutora Jane tentou a reeleição e não conseguiu, e Paula Belmonte (PSDB) disputou o governo do DF, terminando em terceiro lugar, com 8,51% dos votos válidos.
No Senado, o cenário é o oposto. Com a eleição de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, e o mandato de Damares Alves (Republicanos), eleita em 2022, as três cadeiras do DF serão ocupadas por mulheres a partir de 2027. No governo, Celina Leão (PP) disputa o segundo turno, em 25 de outubro, e, se vencer, será a primeira mulher eleita governadora do DF.








