O senador Flávio Bolsonaro (PL), que terminou o primeiro turno da eleição presidencial à frente do presidente Lula (PT), afirmou na noite de domingo (4/10) que o resultado marca o fim de um ciclo político no país. “É o fim da era do PT. Está decretado o fim da era do PT”, disse, em seu primeiro discurso depois da confirmação do segundo turno, feito diante de apoiadores no comitê de campanha no Lago Sul, em Brasília.
Flávio associou o partido adversário a uma lista de problemas do país. “A era do PT, que só está deixando como legado o recorde de mulheres assassinadas, de brasileiros endividados, de altos impostos, de desesperança, de empresas fechadas”, afirmou. Ao comentar a votação, disse que o eleitor deu um recado de mudança. “Quase 56 milhões de brasileiros deram um voto de confiança para mudança. A palavra é mudança. O Brasil não aguenta mais”, declarou, antes de lembrar que institutos de pesquisa o colocavam atrás na disputa.
O candidato também antecipou propostas que pretende reforçar nas próximas semanas. “Estou muito feliz com a possibilidade real de, daqui a três semanas, o Brasil dar uma resposta definitiva de que quer um governo moderno, com menos ministérios, que vai resgatar a democracia, um governo que vai indicar pelo menos quatro para o Supremo Tribunal Federal que não vão tentar interferir em eleições”, disse. Flávio voltou a defender o fim da reeleição para presidente. “Só preciso de um mandato para colocar o brasileiro e a brasileira no centro do meu governo”, afirmou.
O senador também mirou o adversário. “O Lula já disputou sete eleições presidenciais. Ele está preocupado com o poder, e eu estou preocupado com o futuro do Brasil. É assim que vou me comportar nas próximas três semanas”, declarou. Ele ainda criticou medidas adotadas pelo governo federal às vésperas da eleição.
Com 99,47% das urnas apuradas, Flávio tinha 47,13% dos votos válidos, contra 45,04% de Lula. Em discurso feito quase no mesmo horário, em São Paulo, o presidente disse que esperava vencer no primeiro turno e mandou um recado aos apoiadores do adversário: “Os bolsonaristas se preparem, porque nós vamos derrotá-los”.








