Uma moradora da Asa Norte que procurou ajuda espiritual pelas redes sociais acabou pagando cerca de R$ 98 mil a um grupo que, segundo a polícia, passou a extorqui-la com ameaças. A denúncia deu origem a uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (7/10) contra a organização, baseada na região metropolitana de São Paulo.
A ação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia, na Asa Norte, cumpre seis mandados de prisão temporária, além de mandados de busca e apreensão e de bloqueio de bens. As ordens judiciais são executadas em Carapicuíba, Itapevi e Osasco, com apoio da Polícia Civil de São Paulo.
De acordo com a investigação, depois de contratar os supostos serviços, a vítima passou a ouvir dos interlocutores que havia “males espirituais” a resolver, o que gerava pedidos de novos pagamentos. Quando tentou interromper o contato, passou a ser ameaçada com a divulgação de informações íntimas a familiares e com a previsão de supostos males que atingiriam a família. Pressionada, fez vários pagamentos.
A polícia identificou uma estrutura com divisão de tarefas: parte do grupo abordava e pressionava as vítimas, outra parte recebia o dinheiro, e um terceiro núcleo movimentava e espalhava os valores por diferentes contas. Segundo a PCDF, o grupo movimentou cerca de R$ 2,9 milhões nos últimos quatro anos. Além da vítima da Asa Norte, outras quatro foram identificadas no Distrito Federal.
Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato, extorsão e lavagem de dinheiro. A orientação da polícia é desconfiar de serviços oferecidos pelas redes sociais que cobram pagamentos sucessivos e procurar uma delegacia em caso de ameaça. Denúncias podem ser feitas pelo telefone 197.





