O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) detalhou, nesta quarta-feira (7/10), o que pretende mudar na Constituição se for eleito. Em entrevista em Brasília, ele citou a redução da maioridade penal, uma reforma do Judiciário, mudanças na reforma tributária e o fim da reeleição. Segundo ele, todas as mudanças passariam pelo Congresso.
A explicação veio um dia depois de uma fala que repercutiu nas redes. Na terça-feira (6/10), em Goiânia, ao receber o apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), Flávio disse que queria maioria na Câmara e no Senado “para gente mudar a Constituição e redemocratizar esse país”.
Nesta quarta, ele listou os pontos. “Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário. Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC”, afirmou. O candidato acrescentou que “tem pontos da reforma tributária que têm que ser alterados por PEC” e disse que “qualquer coisa diferente disso é especulação”.
Sobre a reeleição, Flávio repetiu o compromisso de não disputar um segundo mandato em 2030 caso vença. “Quando eu falo que eu sou a favor do fim da reeleição e é assim que eu vou fazer, eu vou usar o capital político de um presidente recém-eleito para aprovar essa PEC”, declarou. Ele afirmou ainda: “Não estou disputando o poder. Eu estou disputando o futuro do meu país.”
O candidato disse que caberá aos parlamentares definir os detalhes das propostas, como a duração dos mandatos. “É o Congresso que vai discutir os critérios. Aí é o processo legislativo que vai ser respeitado e a maioria vai decidir”, disse. Mudanças na Constituição exigem aprovação de três quintos dos votos na Câmara e no Senado, em dois turnos em cada Casa.
Flávio enfrenta o presidente Lula (PT) no segundo turno, em 25 de outubro. Nesta semana, além de Caiado, que terminou o primeiro turno em quinto lugar com mais de 2,6 milhões de votos, a federação formada por União Brasil e PP também anunciou apoio ao candidato do PL.











