A Justiça do Distrito Federal converteu em prisão preventiva a prisão de João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, de 22 anos, suspeito de matar Larissa Rodrigues de Paula, de 24, e Arlandson de Sousa Alves, de 34, conhecido artisticamente como Alan Tons. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na tarde desta segunda-feira (12/10).
Segundo a decisão judicial, há indícios suficientes de autoria e provas da ocorrência do crime. O magistrado também apontou relatos de ameaças de morte contra Alan, inclusive com a exibição de uma arma de fogo, além de informações de que o suspeito tinha acesso ao lote onde o casal foi morto e permaneceu com as chaves de uma área comum mesmo após deixar o imóvel.
A decisão também menciona indícios de possível intimidação das vítimas e medo de testemunhas. Para o juiz, as circunstâncias do caso justificam a manutenção da prisão para proteger a ordem pública.
João Victor foi preso após se entregar à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na tarde de domingo (11/10), acompanhado de um advogado. Em depoimento, ele negou participação no duplo homicídio e afirmou que passou a noite em uma distribuidora de bebidas antes de ir para a casa da sogra.
Segundo a investigação, há contradições entre as declarações do suspeito e os relatos de testemunhas. A polícia também informou que ainda não há elementos suficientes para confirmar integralmente o álibi apresentado. Os investigadores pretendem solicitar imagens de câmeras de segurança da região.
De acordo com a 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro), a companheira de João Victor confirmou a versão apresentada por ele, mas os depoimentos dos dois apresentam divergências que serão analisadas.
Entenda o caso
O casal costumava intervir nas brigas entre João Victor e a companheira dele e acionava a polícia para denunciar as agressões. Conforme a PCDF, o suspeito teria ficado irritado com as intervenções e ameaçado os vizinhos após deixar a kitnet onde morava.
Ainda segundo as informações da investigação, João Victor já havia sido preso duas vezes por violência contra a companheira, mas foi solto depois que ela não deu continuidade às denúncias.









