A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a distribuição de cartazes falsos com a imagem da governadora e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), associada ao número 22. A 3ª Delegacia de Polícia instaurou um inquérito para identificar três mulheres suspeitas de espalhar o material no Cruzeiro Velho. Também houve registros de cartazes no Sudoeste.
Na manhã desta quarta-feira (14/10), peritos do Instituto de Criminalística estiveram nos locais onde os materiais foram encontrados para recolher possíveis impressões digitais que ajudem a identificar as responsáveis.
Imagens divulgadas pela coluna Na Mira, do Metrópoles, mostram três mulheres caminhando pelas ruas do Cruzeiro com sacolas. Em alguns trechos, elas aparecem colando cartazes em muros e placas de identificação. Também foram distribuídos santinhos falsos nos para-brisas de veículos.
O material associa Celina ao número 22, embora o número de campanha da candidata seja 11. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que mais de 26 mil eleitores do Distrito Federal anularam o voto para governador no primeiro turno ao digitarem o número 22 nas urnas eletrônicas.
Os investigadores também apuram a divulgação de materiais que fazem alusão ao nazismo e associam a imagem de Celina e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro a esse conteúdo.
Outros cartazes são alvo de questionamento
Além do material com o número 22, foram encontrados cartazes com a frase “Celina Leão corrupta”. Os advogados da governadora afirmam que o conteúdo ataca a honra da candidata ao chamá-la de criminosa sem que exista decisão judicial que lhe atribua essa conduta.
Celina comentou a distribuição dos cartazes nesta quarta-feira (14/10) e atribuiu a ação à campanha de seu adversário. “Ele acha que vai ganhar algum voto com isso? Vai ganhar descrédito da população de fazer jogo baixo”, afirmou.
Na sexta-feira (9/10), o juiz Carlos Alberto Martins Filho, do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), determinou que Celina apagasse uma publicação que associava o PT aos cartazes ofensivos. Na decisão, o magistrado afirmou que referências visuais ou numéricas relacionadas ao partido não são, por si só, provas de que a legenda produziu ou distribuiu o material.
A campanha de Leandro Grass (PT), adversário de Celina no segundo turno, nega envolvimento com os cartazes. A investigação da PCDF busca esclarecer as circunstâncias da distribuição e identificar os responsáveis.






