O presidente Lula (PT) chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de “miliciano” no debate da Band na noite de domingo (18/10), o primeiro confronto dos dois no segundo turno. “Não quero ficar perto de você, de miliciano”, disse o petista ao recusar um convite do adversário para ficar ao lado dele no estúdio.
Flávio pediu direito de resposta e respondeu com ironia: “Melhor ficar longe mesmo, que minha carteira pode ser roubada”. A troca se tornou um dos trechos mais compartilhados do debate nas redes sociais.
O ataque veio junto de uma cobrança sobre o caso Banco Master. “Você tem que explicar os R$ 134 milhões que você pediu para o Vorcaro”, disse Lula, em referência ao dinheiro que teria sido pedido ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. Lula também perguntou se os recursos se destinavam a ajudar o deputado Eduardo Bolsonaro. Flávio é investigado no inquérito sobre o financiamento do filme, e a Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, mais 90 dias para concluir a apuração.
Flávio rebateu ligando Vorcaro ao petista. “Tudo certinho, o filme do Lula teve 30 milhões de reais por fora no Instituto Lula”, afirmou, citando um suposto pagamento para um filme do diretor Oliver Stone sobre o presidente. Ele disse que a prisão de Vorcaro foi determinada por Mendonça e acusou Lula de reivindicar o mérito. O senador também lembrou a condenação de Lula na Lava Jato, depois anulada, diante do senador Sergio Moro e do ex-deputado Deltan Dallagnol, que a campanha dele levou para a primeira fila da plateia.
Lula ainda acusou Flávio de ter interferido, quando era senador, a favor de um policial acusado de matar uma criança de 5 anos. “O que eu acho importante é a desfaçatez dos milicianos”, afirmou. Flávio negou as acusações.
O segundo e último debate entre os dois está marcado para sexta-feira (23/10), na TV Globo. A votação será no domingo (25/10).








