O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (19) que vai entregar ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (20) uma autorização para quebra de sigilo telefônico e bancário dele e da família e cobrou o adversário, candidato Flávio Bolsonaro (PL), a fazer o mesmo.
“Vou entregar isso amanhã no TSE na expectativa que o candidato adversário apresente proposta para abrir seu sigilo, das suas empresas e família”, disse Lula.
“É preciso, de uma vez por todas, acabar neste país essa história de ladrão ficar chamando gente honesta de ladrão […] eu não posso permitir que um miliciano fique atrás de mim no debate, escrito na mão ‘corrupto’, porque corrupta é a família dele, é ele”, disse o presidente.
A fala ocorreu durante um pronunciamento à imprensa antes de um ato de campanha em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Durante o ato, o presidente escreveu em um cartaz “abre o sigilo Flávio”.
“Amanhã entregarei minha procuração para abrir sigilo dos meus filhos, meu e da minha mulher e eu queria que ele abra o dele, do pai e dos irmãos dele. Eu quero saber onde está os R$ 134 milhões do Banco Master, quero saber como ele comprou casa de R$ 10 milhões a vista com salário que ele ganha igual ao meu”, disse Lula durante o ato.
Flávio afirmou não ter “absolutamente nada a esconder”, mas não afirmou se vai autorizar a quebra do sigilo.
Esse foi o primeiro confronto direto entre os dois candidatos em um debate nesta eleição. Durante o debate, os adversários trocaram acusações sobre investigações criminais de aliados e familiares.








