A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) preparou um esquema especial de policiamento para a área central de Brasília e prevê reforçar a segurança das embaixadas nos dias seguintes ao segundo turno das eleições, neste domingo (25/10). A medida é preventiva e considera a possibilidade de manifestações e reações ao resultado das urnas.
Segundo o coronel Rômulo Palhares, não há alertas nem indicativos de ameaças às representações diplomáticas. O planejamento busca preparar as equipes para eventuais ocorrências após a votação.
“O resultado dessa eleição, sobretudo quando se leva em consideração o cenário claramente polarizado, pode despertar paixões no eleitor, por isso temos planos de contingência para poder atuar na área central e potencializar a proteção das áreas das embaixadas”, declarou.
Para o dia da votação, das 8h às 17h, a PMDF prevê mobilizar cerca de 5 mil policiais militares para atuar na segurança eleitoral do Distrito Federal. O efetivo é o mesmo previsto para o primeiro turno e será destinado à proteção do pleito, sem comprometer o policiamento regular nas demais regiões.
A operação também contará com viaturas exclusivas para os locais de votação e policiais vinculados aos pontos onde os eleitores vão votar. O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) terá cinco mesas dedicadas ao atendimento e ao encaminhamento de ocorrências eleitorais.
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, foram registradas dez ocorrências de crimes eleitorais no DF. Desse total, sete foram por boca de urna, duas estavam em apuração e uma resultou em prisão em flagrante por compra de votos em Planaltina.
PMDF vai testar câmeras corporais e veiculares
Durante o segundo turno, a PMDF também vai testar câmeras corporais nos uniformes dos policiais e câmeras instaladas em viaturas. Os equipamentos permitem localizar os agentes, acompanhar ocorrências em tempo real e realizar reconhecimento facial. Os dispositivos veiculares também fazem a leitura de placas.
“São tecnologias que permitem geolocalizar, georreferenciar o nosso policial militar e permitem também que a gente acompanhe em tempo real, se assim for necessário, qualquer tipo de ocorrência”, explicou Palhares.
Os recursos serão utilizados em conjunto com drones e com o sistema DF 360, que reúne ferramentas de monitoramento. De acordo com o coronel, a integração das tecnologias pode contribuir para prevenir crimes e auxiliar a atuação policial em possíveis ocorrências.
TRE-DF reforça segurança no transporte das urnas
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), juíza Marília Guedes, afirmou que as imagens do sistema DF 360 já ajudaram na apuração de irregularidades durante o primeiro turno. Segundo ela, registros de derramamento de material de campanha foram encaminhados ao Ministério Público Eleitoral para análise.
“O DF360 já é um recurso que está sendo empregado, tanto que as imagens das derramas, algumas derramas que ocorreram no primeiro turno, já foram encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral e lá será dado o tratamento jurídico adequado, se identificado de fato o autor dos fatos”, afirmou.
Marília também explicou que a segurança das urnas eletrônicas envolve procedimentos de controle desde a saída do galpão do TRE-DF até a chegada às escolas onde ocorrerá a votação. O transporte conta com a participação dos Correios, da Polícia Judicial e dos responsáveis pelos locais de votação, enquanto a PMDF monitora as unidades.
“Para cada rota de urna tem uma dupla de policiais judiciais dos tribunais da União no Distrito Federal e temos também o monitoramento da Polícia Militar”, disse.
A presidente do TRE-DF destacou que as câmeras corporais e veiculares também podem contribuir para reunir provas em caso de crimes e identificar pessoas. O objetivo das medidas, segundo ela, é garantir que os eleitores possam votar livremente e sem constrangimentos.









