O advogado Martin De Luca, que representa a Trump Media e a plataforma Rumble, criticou neste domingo (25/10) a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou até as 19h a votação do segundo turno nas seções que ainda estavam abertas.
Em publicação no X, De Luca questionou o fato de a campanha do presidente Lula (PT) ter recorrido ao STF sem esperar uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a rapidez da decisão. “Em vez de aguardar uma decisão do TSE, Lula imediatamente pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin que determinasse a manutenção das urnas abertas sem qualquer decisão do TSE. Em questão de minutos (Zanin sequer leu a petição?), as urnas foram mantidas abertas por Zanin”, escreveu.
O advogado lembrou que Zanin atuou como advogado de defesa de Lula antes de chegar ao Supremo. “O STF tem 11 ministros. O que Zanin fazia antes de se tornar ministro do Supremo? Ah, sim, ele era advogado de defesa de Lula nos processos criminais por corrupção”, publicou.
De Luca classificou o episódio como uma “manipulação flagrante das eleições” e afirmou que Lula não deveria esperar reconhecimento internacional do resultado nessas circunstâncias. Ele também perguntou se o presidente estaria prestes a se tornar “o próximo Nicolás Maduro”, em referência ao presidente da Venezuela. “Pelo bem do Brasil, rezo para que não seja esse o caso”, escreveu.
O pedido da campanha de Lula chegou ao STF às 16h32 e foi distribuído a Zanin, sorteado relator. Na decisão, o ministro citou a “gravidade dos fatos relatados”, a falta de ônibus em várias cidades, e a urgência do caso. O TSE cumpriu a decisão e orientou os tribunais regionais a manter em funcionamento apenas as seções que ainda estavam abertas.
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) também havia pedido prorrogação da votação em cidades afetadas por chuvas.








