Um homem de 25 anos foi preso preventivamente nesta quarta-feira (28), em Guarujá, no litoral de São Paulo, investigado por crimes sexuais contra crianças e adolescentes pela internet. A operação “Ralseidarker” foi realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 26ª Delegacia de Polícia, em Samambaia Norte, com apoio da Polícia Civil de São Paulo (PCSP).
Segundo a investigação, o número de vítimas pode ultrapassar 100. Os policiais apuram casos envolvendo crianças e adolescentes de diferentes estados do país, com características semelhantes às de uma ocorrência que deu início às investigações, envolvendo uma criança de 7 anos.
De acordo com a PCDF, o investigado usava o nome “ralseidarker” nas plataformas Discord e Roblox. Ele teria utilizado o Roblox, um ambiente virtual de jogos, para se aproximar das vítimas, geralmente com idades entre 6 e 14 anos, e depois direcionava as conversas para outros aplicativos, como Discord e WhatsApp.
As apurações apontam que o homem se passava por criança ou adolescente e mantinha conversas de teor sexual. Ele também teria feito chamadas de vídeo, solicitado imagens e gravações íntimas e compartilhado arquivos com material de exploração sexual infantil.
Ainda conforme a polícia, o investigado recorria a apelos emocionais e criava vínculos de confiança para convencer as vítimas a atenderem às solicitações. Há indícios de que algumas imagens e vídeos envolviam outras crianças e adolescentes.
Durante a investigação, a Justiça autorizou o acesso aos dados telemáticos do suspeito. A análise dos dispositivos eletrônicos revelou milhares de fotografias e vídeos com cenas de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes, segundo a PCDF.
Além da prisão, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Os equipamentos recolhidos passarão por perícia para ajudar a identificar possíveis novas vítimas e esclarecer os fatos.
O homem poderá responder, em tese, por estupro de vulnerável em contexto virtual, aliciamento de crianças e adolescentes para fins sexuais e armazenamento de material pornográfico infantil, entre outros crimes que possam ser identificados. De acordo com a polícia, as penas máximas previstas para os delitos inicialmente considerados podem somar até 29 anos de prisão, conforme o enquadramento de cada conduta.
As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e determinar a extensão dos crimes investigados.







