O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que pretende conversar com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as eleições brasileiras, mas voltou a criticar o resultado que garantiu a reeleição do petista. O republicano classificou o pleito como uma “desgraça” e evitou dizer quem considera o vencedor legítimo da disputa.
Trump também afirmou que Lula pediu que ele não apoiasse nenhum candidato durante a campanha. Segundo o presidente norte-americano, ele acompanhou a eleição, mas decidiu manter a neutralidade após o pedido do brasileiro.
“Eu vou falar com ele, mas acho que a eleição no Brasil foi uma vergonha”, declarou Trump ao ser questionado por jornalistas sobre uma possível conversa com Lula.
Em outra resposta, o republicano disse que considerou o processo eleitoral uma situação vergonhosa para o Brasil. Ele também citou a reação do mercado financeiro brasileiro após a votação como parte de sua avaliação, mas não apresentou provas de irregularidades no pleito.
Lula e Trump já haviam conversado sobre as eleições brasileiras em agosto. Na ocasião, segundo relatos de interlocutores do Palácio do Planalto, o presidente norte-americano perguntou sobre a disputa. Lula respondeu que o processo ocorria normalmente e destacou a segurança do sistema eleitoral brasileiro.
A declaração de Trump ocorre quatro dias após o segundo turno, realizado no domingo (25), que reelegeu Lula para um novo mandato. Até o momento da fala, o governo dos Estados Unidos não havia divulgado um reconhecimento oficial do resultado.
O presidente norte-americano também foi questionado sobre a carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado na eleição. No documento inicial, Flávio se apresentou como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, mas depois retirou a expressão e passou a se descrever como “líder do Brasil”.








