A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) descartou a hipótese de feminicídio na morte de Byanca de Araújo Leão, de 18 anos, atingida com um tiro na cabeça na madrugada de sábado (31/10), em Sobradinho II. O caso havia sido registrado inicialmente como feminicídio.
Segundo o delegado Ricardo Viana, chefe da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho), os três adolescentes envolvidos foram autuados por ato infracional análogo a homicídio. A investigação agora apura se o disparo foi acidental ou intencional.
Byanca estava em uma casa na AR 17 com duas amigas e três adolescentes, que haviam convidado as jovens para o local. De acordo com a PCDF, um dos rapazes apontou uma arma para uma das meninas, em “tom de brincadeira”. Pouco depois, Byanca foi até a porta de um quarto pedir um isqueiro e foi atingida na cabeça. A polícia não informou qual dos adolescentes disparou.
Na casa de um dos adolescentes, os policiais encontraram quatro armas de fogo. O pai dele tem registro de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC), e o filho tinha acesso ao cofre onde o armamento era guardado. As armas foram apreendidas e passarão por perícia para verificar se alguma foi usada no disparo.
Os adolescentes fugiram após o tiro, foram apreendidos horas depois e levados à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). A situação atual deles não foi informada.
Byanca foi sepultada na tarde de domingo (1º/11) no Cemitério Campo da Esperança de Sobradinho. Amigas a descreveram como uma jovem “doce, alegre e sorridente”.
O caso reacende o debate sobre a guarda de armas de CAC em residências com menores de idade. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê punição para quem facilita o acesso de menores a armas, e a responsabilidade do proprietário também pode ser apurada.








