Uma passageira que perdeu dois voos e não conseguiu chegar ao casamento de uma amiga será indenizada pela Azul Linhas Aéreas. A Justiça entendeu que houve falha da companhia e fixou em R$ 5 mil a reparação por danos morais.
A decisão unânime é da 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Distrito Federal e foi tomada na quarta-feira (4/11). O colegiado manteve a condenação de primeira instância, mas reduziu o valor da indenização, que era de R$ 8 mil. A empresa também terá de ressarcir os gastos com passagens, transporte e hospedagem que não foram aproveitados.
O caso ocorreu em fevereiro de 2025. A passageira havia comprado passagens para participar de um almoço pré-casamento e da cerimônia. O primeiro voo não conseguiu pousar no Aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, e retornou a Brasília. Com isso, ela perdeu a conexão.
A companhia ofereceu um novo voo no dia seguinte, mas o primeiro trecho atrasou 3h30 por necessidade de manutenção da aeronave. O horário da conexão não foi alterado, e a passageira não chegou a tempo do casamento, marcado para a tarde. Ela ainda foi ao aeroporto em dias seguidos para tentar resolver a situação.
Para os juízes, o problema não se limitou ao fechamento do aeroporto e envolveu falha operacional da empresa. A manutenção da aeronave foi considerada “fortuito interno”, risco próprio da atividade que não afasta a responsabilidade da companhia. Procurada, a Azul informou que não comenta casos que estão sob análise da Justiça.









