Laudo aponta costelas quebradas e ruptura do coração de bebê morta no DF

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) revelou que Alice Fraga Delgado de Oliveira, de 1 ano e 3 meses, sofreu fraturas em várias costelas, traumatismo craniano e ruptura do tecido cardíaco antes de morrer, em 25 de outubro, em Samambaia.

Segundo informações divulgadas neste sábado (7/11), os exames identificaram fraturas nas costelas com sinais de calcificação, indicando que as lesões não eram recentes. O documento também apontou ferimentos internos graves, incluindo hemopneumotórax, quadro caracterizado pelo acúmulo de ar e sangue na região do tórax.

A criança morreu após dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia em parada cardiorrespiratória. Ela apresentava hematomas em diferentes estágios de evolução pelo corpo.

Alice já havia sido levada a hospitais em outras ocasiões por causa de lesões. Em um dos atendimentos anteriores, foi diagnosticada com traumatismo cranioencefálico. O primeiro episódio que levantou suspeita de violência ocorreu em 13 de outubro, quando a menina passou pelo Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e, depois, foi transferida para o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).

Na ocasião, o Conselho Tutelar de Samambaia pediu à Justiça medidas para afastar a criança da mãe, do padrasto e da babá. A solicitação foi negada em 22 de outubro, três dias antes da morte da menina.

Na sexta-feira (6/11), o padrasto, João Carlos Pereira da Costa, de 23 anos, foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Ele é investigado pela morte da enteada. A prisão foi cumprida pela 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia Sul), após decisão judicial.

A investigação sobre suspeita de maus-tratos já estava em andamento desde o início de outubro. O homem permanece à disposição da Justiça.

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