O Ministério da Saúde confirmou, na manhã desta sexta-feira (29/7), a primeira morte por varíola dos macacos no Brasil. O óbito foi registrado em Belo Horizonte, capital mineira. O paciente era um homem, de 41 anos, com graves problemas de imunidade, incluindo um quadro de linfoma, câncer no sistema linfático, que levaram ao agravamento clínico.
Esse é também o primeiro óbito do surto mundial fora do continente africano, onde a doença é endêmica. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que de janeiro até o dia 22 de julho cinco mortes foram registradas no mundo por varíola dos macacos, todas no continente africano, sendo três vítimas na Nigéria e duas na República Centro-Africana.
No Brasil, de acordo com informações do Ministério da Saúde, são 1.066 pessoas contaminadas pela doença, sendo 823 apenas no Estado de São Paulo. Há ainda 124 diagnósticos no Rio de Janeiro; 44 em Minas Gerais; 21 no Paraná; 15 no Distrito Federal; 13 em Goiás; 5 na Bahia; 4 em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará; 3 em Pernambuco; 2 no Espírito Santo e no Rio Grande do Norte; e 1 no Acre e em Tocantins. Foram registradas também 513 suspeitas que estão em monitoramento.
Além disso, a cidade de São Paulo confirmou, nesta semana, os primeiros casos da doença em crianças. Segundo a Prefeitura paulistana, os pacientes são duas meninas de seis anos de idade e um menino de quatro anos. Eles estão com sintomas moderados, sem sinais de agravamento e sob monitoramento da vigilância epidemiológica.
O ministério está tratando a doença como surto, o primeiro estágio da evolução de contágio, antes de epidemia e pandemia. O surto acontece quando há o aumento repentino do número de casos de uma doença em uma região específica, maior que o esperado pelas autoridades.
No último sábado, a OMS declarou a situação do vírus monkeypox como emergência pública internacional. Segundo a última atualização da OMS, já são mais de 16 mil casos em ao menos 75 países.










