Adolescente que contraiu raiva humana morre no DF

Foto: Reprodução

O adolescente, na faixa etária de 15 a 18 anos, que havia contraído raiva humana no Distrito Federal não resistiu à doença e morreu nesse sábado (30/7). Ele estava internado em um hospital da rede particular desde o dia 20 de junho.

“Todas as medidas necessárias de investigação epidemiológica, controle e profilaxia foram tomadas junto aos familiares, contatos próximos e profissionais de saúde”, informou a Secretaria de Saúde (SES-DF).

Esse foi o primeiro caso de raiva humana registrado na capital federal, após 44 anos. Antes, um outro caso tinha sido registrado, em 1978, e o paciente era uma criança, que também morreu.

Causada por um vírus, a raiva é uma zoonose que pode acometer diversos mamíferos, mas as principais espécies envolvidas no ciclo da doença são cães, gatos, morcegos, raposa, cachorro-do-mato e saguis. Ela é transmitida ao homem através da saliva de animais infectados, principalmente por meio de mordida, arranhão ou lambida. A doença é quase sempre fatal e se caracteriza por uma encefalite progressiva, levando à inflamação do cérebro.

Segundo a SES, desde a confirmação da infecção do adolescente, foram tomadas diferentes providências para evitar novos casos, entre eles o bloqueio de foco e a antecipação da campanha de vacinação de animais. A pasta informou que já foram imunizados mais de 120 mil cães e gatos.

“A melhor medida de prevenção é a vacinação dos animais. Caso aconteça um acidente de agressão com um potencial transmissor da raiva, é necessário lavar o ferimento e procurar uma unidade de saúde para avaliação médica”, diz a pasta.

Vacinação antirrábica

A vacinação antirrábica anual de cães e gatos em todo o território nacional é a principal estratégia de combate à doença. Ela está prevista no Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (PNPR) criado em 1973. Os resultados foram determinantes para a redução de casos da doença. Em 1999, o país registrou 1.200 cães com diagnóstico positivo. Em 2020, foram apenas 11. A meta é manter ao menos 80% da população canina vacinada.

Durante todo o ano, há postos fixos, das 8h às 17h no Distrito Federal. Clique aqui para conferir os locais de vacinação antirrábica

Diagnóstico e tratamento

Em caso de acidente com animais, recomenda-se lavar imediatamente o ferimento com água corrente e sabão e buscar atendimento o mais rápido possível para orientações. O médico poderá indicar a necessidade de profilaxia pós-exposição, por meio da aplicação de vacina ou soro.

De acordo com a Secretaria de Saúde do DF, atualmente, a vacina e o soro antirrábico para humanos estão disponíveis nos seguintes unidades de saúde da rede pública:

  • Hospital Regional da Asa Norte (Hran)
  • Hospital Regional de Taguatinga (HRT)
  • Hospital Regional do Gama (HRG)
  • Hospital Regional de Santa Maria (HRSM)
  • Hospital Regional de Planaltina (HRP)
  • Hospital Regional de Sobradinho (HRS)
  • Hospital Regional de Ceilândia (HRC)
  • Hospital Regional de Brazlândia (HRBz)
  • Hospital Regional da Região Leste (antigo Hospital do Paranoá)
  • Unidades Básicas de Saúde (UBSs) listadas no site da SES-DF 
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