De acordo com o ministro da Comunicação, Fábio Faria, a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) teve mais de 154 mil inserções a menos que a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Os dados foram levantados por uma auditoria interna e apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles são referentes aos dias 7 e 21 de outubro.
No total, foram 154.085 inserções de rádio a mais para o candidato petista. A diferença se deu principalmente no Nordeste.
Segundo a campanha de Bolsonaro, os materiais que deixaram de ser veiculados correspondem a 1.283 horas de conteúdos não exibidos.
“Nós estamos sendo cerceados e agora o TSE vai investigar para saber porque as rádios fizeram isso” revelou o ministro.
E continuou:
“Isso é uma grave violação do sistema eleitoral”.
O que diz a justiça
Após o ministro das Comunicações, Fábio Faria, alegar que campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) teve mais de 154 mil inserções a menos que a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em rádios, o ministro Alexandre de Moraes se manifestou.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cobrou “provas e/ou documentos sérios” para abrir um inquérito e disse que elas foram baseadas em um relatório “apócrifo”.
“Os fatos narrados na petição inicial não foram acompanhados de qualquer prova e/ou documento sério, limitando-se o representante a juntar um suposto e apócrifo “relatório de veiculações em Rádio”, que teria sido gerado pela empresa ‘Audiency Brasil Tecnologia’”, escreveu o ministro.
Moraes apontou também que “nem a petição inicial, nem o citado relatório apócrifo indicam eventuais rádios, dias ou horários em que não teriam sido veiculadas as inserções de rádio para a Coligação requerente; nem tampouco a indicação de metodologia ou fundamentação de como se chegou à determinada conclusão”.
Por fim, o presidente do TSE explicou que “tal fato é extremamente grave, pois a coligação requerente aponta suposta fraude eleitoral sem base documental alguma, o que, em tese, poderá caracterizar crime eleitoral dos autores, se constatada a motivação de tumultuar o pleito eleitoral em sua última semana”.
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