Na tarde desta sexta-feira (10/7), a Polícia Civil do Distrito Federal, em coletiva de imprensa afirmou que o caso envolvendo o estudante de medicina veterinária picado por uma Naja Kaouthi revela um esquema de tráfico de animais silvestres no DF.
Segundo o delegado Willian Ricardo, responsável pelas investigações na 14ª Delegacia de Polícia do Gama, os próximos passos dos agentes serão identificar a rede de comercialização dos animais e saber, de fato, o que ocorreu no dia em que o universitário foi atacado pela cobra.
E de acordo com ele, Gabriel não tem colaborado com as investigações e não assumiu ter participado do caso.
O delegado diz que, pesa sobre o grupo, ainda, a hipótese de que os animais eram usados para pesquisas. “Eles comercializavam esses animais. Não disseram como conseguiam as serpentes. Há suspeitas de que, possivelmente, eles iam comercializar as cobras apreendidas no Haras”, explica.
Para ele, não há dúvidas de que o acidente com Pedro revelou um esquema maior de tráfico de animais silvestres na capital.
O caso
Assim que foi atacado pela Naja, Pedro foi levado ao hospital pelos pais. Ele apresentava palidez, tontura e dormência nos membros inferiores, sintoma que evoluiu e atingiu os membros superiores.
Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), não existe registro, nos últimos anos, de entrada legal de uma cobra dessa espécie no Distrito Federal.
O animal exótico foi encontrado no fim da tarde de quarta-feira (8/7), dentro de uma caixa de plástico, próximo a um barranco, nas redondezas do shopping Pier 21, no Setor de Clubes Sul. Como Pedro não tem autorização para criar o animal, ele pode ser multado em até R$ 5 mil.
A suspeita de investigadores da Delegacia de Combate à Ocupação Irregular do Solo e aos Crimes contra a Ordem Urbanística e o Meio Ambiente (Dema) é de que a serpente tenha sido alvo de tráfico internacional de animais exóticos. Ela agora está sob os cuidados do Zoológico de Brasília.








