Vídeo:Protestos contra reforma tributária na Colômbia já deixaram 19 mortos

Pelo menos 19 pessoas morreram e mais de 800 ficaram feridas durante confrontos nos protestos contra a reforma tributária na Colômbia, que começaram na quarta-feira da semana passada, informou a Defensoria do Povo — semelhante à Defensoria Pública no Brasil — nesta segunda-feira. Os atos levaram o presidente Iván Duque a anunciar no domingo que o projeto será substituído e à renúncia do ministro da Economia, Alberto Carrasquilla, também nesta segunda-feira.

De acordo com balanço da Defensoria, 18 civis e um policial morreram nas manifestações que começaram no dia 28 de abril em todo o país. Além disso, o Ministério da Defesa contabilizou 846 feridos, entre eles 306 civis. O órgão também informou que está avaliando e classificando 140 denúncias que incluem informações sobre supostos mortos, desaparecidos, abusos policiais, feridos e outros.

Autoridades prenderam 431 pessoas durante os protestos, e no sábado o governo ordenou que militares fossem enviados para as cidades onde a tensão era maior. Organizações não governamentais acusaram a polícia de atirar contra civis.

No domingo, pressionado pelas manifestações, o presidente colombiano pediu ao Parlamento que retirasse da pauta a proposta de reforma tributária apresentada no mês passado e anunciou que enviará um novo projeto, segundo ele feito em consulta com setores políticos e a sociedade civil.

Na sequência, nesta segunda-feira, o ministro da Economia renunciou ao cargo. Em uma nota publicada pelo perfil da pasta no Twitter, que cita o agora ex-ministro, Carrasquila afirma que “minha continuidade dificultaria a construção rápida e eficiente do consenso necessário”.

Duque defende a reforma como a melhor maneira de aliviar o rombo que a pandemia deixou nas contas públicas colombianas, mas esbarra na rejeição da oposição e de boa parte da sociedade, que vê as medidas propostas originalmente como desfavoráveis à classe média.

Uma das mudanças no projeto seria a manutenção das atuais regras do IVA, o imposto sobre valor agregado, que antes seria aumentado, e também a manutenção da base de cobrança do Imposto de Renda. O foco do novo projeto de lei seria o aumento de impostos para o setor empresarial e as camadas mais ricas da sociedade. Empresas teriam uma elevação temporária dos impostos sobre a renda e sobre patrimônio, além de uma elevação nos impostos sobre os lucros.

Veja o vídeo:

 

Com informações do o Globo.

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