Após cumprir quatro anos e meio de prisão dos quinze anos a que foi condenado, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha assegurou que não desistiu da arena política. Aos 62 anos, ele revela planos de concorrer às eleições, escrever um segundo livro sobre os bastidores da República, de criar um canal no Youtube, e até empreender, agora que a medida que o impedia de sair às ruas foi revogada.
– A candidata nas próximas eleições a deputada federal é a minha filha Danielle Cunha. Mas me aguardem: com certeza, eu vou voltar – prometeu ele em entrevista à Revista Veja, publicada nesta sexta-feira (14).
Alvo de processos em investigações anticorrupção, Cunha estava preso graças a pedidos de prisão preventiva de investigações decorrentes da Operação Lava Jato e a Operação Spsis. Agora ele responde aos processos em liberdade.
Apesar das acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e desvios, Cunha nega que tenha roubado um centavo sequer. Ele diz ter sido usado por Sergio Moro como contraponto a fim de parecer que o ex-juiz não “perseguia unicamente o PT”.
– Não me beneficiei de dinheiro público. Talvez tenha cometido o mesmo erro que outros brasileiros, que, com a inflação alta, mantiveram dinheiro no exterior sem declarar à Receita Federal. Nunca roubei. Para ser sincero, não tenho um centavo sequer. Todo o meu dinheiro foi bloqueado. Hoje sou sustentado pela família. Agora, com a liberdade, preciso arranjar um jeito de sobreviver.
ELEIÇÕES 2022
A análise de Cunha sobre o cenário eleitoral do próximo ano é que a única forma de tirar o ex-presidente Lula (PT) da política é por meio de uma derrota, não via perda de direitos. Nesse sentido, Cunha expressa seu apoio a Jair Bolsonaro (sem partido) devido ao viés anti-petista do mandatário.
– Como eu vou ficar contra quem foi colocado para ser o anti-PT? A discussão não é apoiar ou não. Não quero é o PT de volta. O Lula precisa ser derrotado no voto para que a polarização seja superada e esse esqueleto, enterrado. Tirá-lo do jogo é um erro, porque ele fica mais forte. Aliás, esses nomes de centro que apareceram por aí, Mandetta, Doria, Huck, são a turma dos 3%, com chance zero de ganhar.
Com informações do Pleno News








