Na manhã desta quarta-feira (30/8), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou uma operação, batizada de “Operação Terminal Brasília”. Investigação da 5ª Delegacia de Polícia, tem como objetivo executar 70 mandados judiciais em desfavor de duas associações criminosas voltadas para o tráfico de drogas na Rodoviária do Plano Piloto de Brasília.
Segundo a PCDF, o domínio dessas organizações ilícitas sobre o tráfico de drogas nas proximidades centrais de Brasília tem sido uma preocupação crescente. Suas operações têm como base a venda de substâncias ilícitas como “crack”, “cocaína” e “maconha”.
Esta investigação, iniciada em setembro de 2021, revelou uma colaboração contínua entre essas duas organizações criminosas, efetivamente impulsionando o tráfico de drogas na Rodoviária do Plano Piloto, no Conjunto Nacional, no Conic, no Setor Comercial Sul e em seus arredores.
À frente do primeiro grupo criminoso, um homem de 30 anos orquestrou a distribuição de “crack” nessas localidades. A segunda associação, liderada por um indivíduo de 38 anos, especializou-se na venda de “cocaína” e “maconha” nos mesmos territórios.
As facções criminosas demonstraram táticas astutas para escapar da fiscalização e dificultar os esforços da aplicação da lei no Distrito Federal.
Ainda de acordo com a PCDF, os principais associados envolvidos no transporte de drogas cronometravam estrategicamente seus movimentos durante as mudanças de turno do pessoal de segurança. Essa tática teve como objetivo reduzir as chances de interceptação.
Posteriormente, o contrabando passou de mãos para os encarregados de protegê-lo. Esses indivíduos escondiam secretamente o entorpecente em pontos estratégicos da rodoviária do Plano Piloto, Conjunto Nacional, Conic e Setor Comercial Sul.
Os “guardiões dos narcóticos” distribuíram então as substâncias em pequenas quantidades para vendedores ambulantes, muitas vezes compostos por usuários de drogas, adolescentes e moradores de rua.
Os rendimentos destas vendas regressaram à rede criminosa através de intermediários como vendedores ambulantes, pessoal de segurança e até motoristas de táxi.
As associações criminosas capitalizaram motoristas baseados em aplicações e serviços de táxi, tanto para transportar drogas como para facilitar a circulação de clientes que procuravam adquirir entorpecentes.
Estas estratégias permitiram que as entidades criminosas escapassem à captura, uma vez que as autoridades policiais muitas vezes conseguiam deter apenas aqueles que se encontravam na posse de quantidades limitadas de drogas. Normalmente, esses indivíduos enfrentavam acusações relacionadas com a posse pessoal de drogas, em vez de acusações mais graves de tráfico.
A operação de hoje marca um avanço no desmantelamento de toda a cadeia de distribuição de drogas operada por estas dois grupos criminosos. Engloba a apreensão de líderes, transportadores, tutores, mascates e até mesmo daqueles que fiscalizam os rendimentos ilícitos.
As ordens judiciais foram executadas em diversas Regiões Administrativas, abrangendo Ceilândia, Sol Nascente, Samambaia, Recanto das Emas, Asa Norte, Planaltina, Paranoá, Riacho Fundo I e II, Vicente Pires e São Sebastião. Além disso, as operações se estenderam a locais importantes como Rodoviária do Plano Piloto, Conjunto Nacional, Teatro Nacional, Conic, Setor Comercial Sul, e chegaram até cidades vizinhas de Goiás, como Santo Antônio do Descoberto, Luziânia, Planaltina de Goiás e Valparaíso.
O empreendimento contou com o esforço coordenado de 275 policiais civis, apoiado pelo apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE), da Divisão de Operações Aéreas (DOA), da Divisão de Operações Especiais (DOE) e da Seção de Operações Caninas (SOC/DOE). /PCDF).
Todos os indivíduos implicados nestas redes criminosas enfrentarão processos por tráfico de drogas e associação com o tráfico de drogas, crimes que acarretam penas que variam de 8 a 25 anos de prisão.







