O Governo do Estado do Maranhão confirmou, nesta quinta-feira (20), os primeiros casos de covid-19 provocados pela variante B.1.617, detectada originalmente na Índia. A informação foi confirmada por Carlos Lula, secretário de Saúde do estado, numa entrevista coletiva.
O caso vem sendo acompanhado desde o último sábado (15), quando um paciente indiano deu entrada num hospital particular na capital São Luís com sintomas sugestivos da covid-19. Ele era tripulante do navio MV Shandong da Zhi, que veio da África do Sul e foi fretado pela Vale para entregar minério de ferro em São Luís.
Segundo Lula, que também é presidente do Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass), amostras de seis dos 24 tripulantes passaram por análises genômicas.
Um dos tripulantes segue internado em um hospital particular de São Luís. O quadro de saúde dele é estável, segundo o último boletim médico. Agora, de acordo com a SES, dentro do navio continuam 14 tripulantes com covid-19: Dois com sintomas leves e 12 assintomáticos. Outros nove não foram diagnosticados com a doença.
O secretário informou ainda que cerca de cem pessoas tiveram contato com os tripulantes que testaram positivo. Elas devem ser testadas, acompanhadas e, se necessário, serão isoladas.
O navio Shandong da Zhi segue ancorado na costa de São Luís e todos os tripulantes estão isolados e acompanhados por profissionais de saúde, segundo a secretaria.
Variante preocupa
A variante indiana do novo coronavírus preocupa as autoridades de saúde, já que ela tem uma ou duas alterações em sua proteína spike— dependendo da variante— o que pode significar uma maior resistência do coronavírus a respostas imunológicas do corpo.
Em entrevista de imprensa na semana passada, a líder técnica da resposta à pandemia de covid-19 da OMS (Organização Mundial da Saúde), Maria Van Kerkhove, afirmou que dados preliminares indicam que a variante originada na Índia tem capacidade de transmissão maior do que a cepa original do vírus.
Segundo a cientista chefe da entidade multilateral, Sumya Swaminathan, até onde se sabe, as vacinas contra a covid-19 e tratamentos disponíveis são eficazes contra casos da cepa indiana. Ela ressaltou, no entanto, que as evidências ainda são recentes e é importante “dar tempo” para que mais dados sobre a variante B.1617 sejam coletados.
Com informações da CNN Brasil










