Um sargento da Marinha do Brasil foi condenado a 4 anos, cinco meses e 22 dias de reclusão por abuso sexual em uma missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), no Líbano, em 2019. A decisão é da Justiça Militar da União, em Brasília, que também determinou a exclusão do sargento das Forças Armadas.
A identidade do acusado não foi divulgada. O sargento foi condenado pelos crimes de constranger alguém, sob ameaça, a manter ato libidinoso diverso da conjunção carnal e divulgação de cena íntima sem autorização.
De acordo com a Justiça Militar, o homem fazia parte do contingente brasileiro da ONU, os chamados “blue helmets”. Os integrantes desse grupo representam, em primeiro plano, a ONU, e, depois, Brasil. Por isso, ele teve a pena aumentada em um quinto.
O caso ocorreu entre abril e junho de 2019. Segundo o Ministério Público Militar (MPM), enquanto estava no Líbano, o sargento conheceu duas mulheres por um aplicativo e “iniciou um relacionamento íntimo com ambas, com a promessa de casamento e moradia no Brasil”.
A acusação afirma que “em determinado momento, [o militar] constrangeu uma delas, mediante violência e sem consentimento, a praticar consigo ato libidinoso, abusando da confiança nele depositada pela vítima”.
“O militar também teria transmitido a terceiro, via aplicativo de mensagens, sem o consentimento da ofendida, cena de sexo, envolvendo a vítima, identificando-a expressamente como sua namorada”, afirma o Ministério Público.
À Justiça, o sargento negou violência ou agressão contra a vítima, mas não esclareceu o tipo de relacionamento que manteve com a mulher. Quanto ao crime de divulgação de imagens íntimas, disse não haver prova de que a foto analisada no processo era de uma das vítimas. Cabe recurso ao Superior Tribunal Militar (STM).
Com informações do G1





