Um homem morador do bairro Botafogo, em Campinas (SP), atacou pedras e dirigiu ofensas na última sexta-feira (4) a uma mulher e a uma bebê de 1 ano que brincavam em uma área de lazer de um condomínio fechado. Em vídeo compartilhado nas redes sociais, o homem chega a dizer que não colocou “essa merda dessa criança no mundo”.
A mãe da garota, Júlia Barros de Andrade, e seu marido brincavam com a filha, de 1 anos e 6 meses, no parquinho do prédio, quando começaram a ouvir as reclamações. Vídeos divulgados, que viralizaram nas redes sociais essa semana, mostra o agressor discutindo com outros moradores e gritando contra a mulher: Além das imagens, Julia diz registrou um boletim de ocorrência após sofrer injúria racial do homem. “Me chamou de suja, me chamou de encardida, falou que eu tinha que voltar para o lugar de onde eu vim, que o que eu coloquei no mundo foi uma indigente. Ele discutia com o meu marido, mas não ofendia meu marido. Ele só ofendia a mim a minha filha”, disse a mulher a EPTV.
Mais de 20 ocorrências de desentendimentos envolvendo o mesmo homem já foram registradas na delegacia. Moradores dizem que ele se irrita facilmente com barulhos que “o impedem de trabalhar” e começa a jogar lixo, restos de comida e pedras nas pessoas.
Outro morador do prédio, que também é pai de uma criança pequena, relatou uma situação semelhante sem se identificar. “Ele alega que incomoda, que ele está trabalhando em casa, aí ele perde o controle. Inicialmente ele jogava lixo, jogava restos de comida, restos de recicláveis, tanto ele como a esposa dele e depois ele começou a ir pra uma ação de tacar pedras, quase acertou meu filho. Passou a 20 centímetros dele”, relata. Reclamações como danos a faróis de veículos, agressão a idosas e outras crianças também foram registradas pela vizinhança.
O homem, de acordo com o Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 2), é policial civil que responde por Campinas. Ele no entanto, não atua na região e estaria afastado das funções por licença médica.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que a 2ª Corregedoria Auxiliar da Polícia Civil de Campinas instaurou um inquérito policial para “apurar todas as circunstâncias relativas aos fatos”.










