Na tarde da última quinta-feira (29/2), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 18ª Delegacia de Polícia, representou pela prisão preventiva do policial militar Luciano dos Santos Braz, de 36 anos, que descumpria medidas protetivas de urgência em relação à ex-companheira. O caso aconteceu em Brazlândia.
O inquérito policial foi instaurado para apurar um crime de aborto praticado pelo policial. Ele teria obrigado a ex a tomar medicação abortiva, sob ameaça de que cometeria suicídio caso ela se recusasse. Em 8 de janeiro deste ano, a Justiça deferiu medidas protetivas de urgência contra o agressor, que foi intimado das medidas em 17 de janeiro.
Mesmo ciente das medidas, entre 9 e 22 de fevereiro, o policial enviou mensagens para a vítima, intimidando-a para não comparecer aos atos de investigação do crime de aborto. Ele também a teria intimidado por meio de familiares e vizinhos, que pressionaram a vítima e seus familiares para que as medidas protetivas fossem retiradas.
Diante dos fatos, a PCDF representou pela prisão preventiva do policial, que foi decretada pela Justiça do DF. No entanto, o militar não foi encontrado e permanece foragido.
“A PCDF reforça que não tolera qualquer tipo de violência contra a mulher e que as medidas protetivas de urgência são instrumentos importantes para garantir a segurança da vítima. A investigação do caso está em andamento e a vítima está recebendo todo o apoio necessário. A sua colaboração e ajuda são fundamentais para encontrar o foragido”







