Janeide da Silva Santos foi condenada a 24 anos e 9 meses de prisão por ser a mandante do assassinato de Jennifer Caroline Gomes de Lima, sua ex-companheira. O crime, ocorrido em outubro de 2021, foi classificado como feminicídio.
Os jurados acataram as três qualificadoras apontadas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT): motivo torpe (Janeide nutria sentimento de posse pela ex-companheira); crime praticado por emboscada (atirador ficou de tocaia na esquina da rua da vítima); e feminicídio.
Jennifer foi assassinada com um tiro na cabeça, em uma simulação de assalto no Setor Leste do Gama. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu e morreu dois meses depois, em 23 de dezembro.
A investigação revelou que Janeide não aceitava o fim do relacionamento e perseguia Jennifer, que já estava se relacionando com outra mulher. A acusada fez diversas ameaças à vítima, inclusive por meio de mensagens de áudio, onde demonstrava um ciúme doentio.
“O que é seu está guardado. Eu comprei um brinquedinho que tem um buraquinho, mas ele vai fazer dois em você”, afirmou a suspeita na gravação.
A vítima, que estudava para ser técnica em enfermagem, relatava à família o sofrimento causado pelas ameaças e agressões de Janeide. A mãe da vítima, Juscilene Gomes, afirmou que a filha estava exausta e com medo da ex-companheira.
O caso
A Polícia Civil do Distrito Federal desvendou o crime por meio da Operação Falso Latrocínio. A investigação comprovou que Janeide contratou um assassino de aluguel para simular um assalto e matar Jennifer.
No dia do crime, ela e o executor aguardaram a mulher em uma esquina até o momento em que ela saiu para trabalhar. Ao receber o sinal de Janeide, o criminoso abordou Jennifer e atirou contra a cabeça dela, mesmo após a vítima ter se ajoelhado em tentativa de defesa.
Todas as vezes em que a estudante tentava terminar o relacionamento, a então companheira tentava impedi-la, por meio de ameaças e agressões. Nos períodos de términos temporários, quando Jennifer conhecia alguém novo, era ameaçada de morte pela investigada.
Janeide foi presa preventivamente em outubro de 2023.







