Um adolescente inicialmente apontado como suspeito pela morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), foi oficialmente retirado da lista de investigados. A família apresentou provas e imagens que demonstram que ele não estava no local no período dos maus-tratos, e o jovem passou a ser tratado apenas como testemunha no caso.
Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a Delegacia de Proteção Animal (DPA) reavaliou as informações reunidas na fase inicial do inquérito e concluiu que o adolescente não aparece em nenhuma das gravações analisadas. Com isso, ele deixou de figurar como suspeito de envolvimento na agressão ao animal. As investigações seguem em andamento para apurar atos infracionais atribuídos a outros adolescentes e eventuais crimes relacionados.
A família do jovem reuniu elementos que indicam que ele não estava na Praia Brava no intervalo em que o cão Orelha teria sido atacado. O pai contou, em entrevista à TV, que o filho reagiu com espanto ao saber que seu nome havia sido citado.
“[Quando soube] eu fui acordar ele e falei: ‘Teu nome tá sendo citado’. Ele me respondeu: ‘Pai, é impossível, eu nunca vi o cão Orelha’” relatou.
A mãe relatou o impacto emocional da exposição pública e disse ter buscado ajuda médica para lidar com o estresse da situação.
“Eu preciso estar forte para defendê-lo. Então eu fui obrigada a procurar um psiquiatra para tomar um remédio e até para falar. Sobre o psicológico dele, eu não sei como vai ser daqui para frente” afirmou.
O caso ganhou grande repercussão após o cão Orelha, conhecido na comunidade, ser encontrado gravemente ferido em 4 de janeiro. Diante da gravidade das lesões, ele não resistiu e foi submetido à eutanásia. Inicialmente, quatro adolescentes foram mencionados como suspeitos, número que agora foi reduzido após a exclusão formal de um deles da condição de investigado.
A Polícia Civil reforça que o inquérito continua e que novas diligências estão em curso para identificar com precisão todos os responsáveis pelos maus-tratos. A apuração busca esclarecer completamente as circunstâncias do crime, resguardar inocentes e responsabilizar os autores, em meio à forte comoção gerada pela morte do cão comunitário.










