O terceiro colocado no primeiro turno das eleições presidenciais, Augusto Cury (Avante), declarou apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para firmar a aliança, Cury estabeleceu condições que foram aceitas pelo senador.
Segundo o escritor, a decisão foi tomada após uma longa conversa entre os dois e a assinatura, por Flávio, de um compromisso público com propostas defendidas por Cury durante sua campanha, voltadas à transformação social, à modernização do país e à pacificação nacional.
Cury destacou a iniciativa de Flávio de procurá-lo e a disposição para ouvir e incorporar essas propostas, atitude que definiu como uma demonstração de humildade e inteligência política.
“Tive com Flávio uma longa conversa, olho no olho, sem filtros e sem rodeios. Disse-lhe claramente que não participaria de seu governo e que minha independência de pensamento seria inegociável”, afirmou.
O escritor ressaltou que o apoio não envolve negociação de cargos, privilégios ou vantagens pessoais e será acompanhado de cobrança pelo cumprimento dos compromissos assumidos.
“Meu apoio não é um cheque em branco. (…) Apoio não é submissão! Se concordar, direi que concordo. Se discordar, direi que discordo”, disse.
Ao explicar sua decisão, Cury reafirmou sua oposição à reeleição presidencial e a defesa de uma liderança que combine desenvolvimento econômico e inclusão social, sintetizada na expressão “mente capitalista e coração social”.
O escritor também ressaltou que o apoio não dispensa Flávio de prestar os esclarecimentos necessários à sociedade e às instituições. Defendeu o respeito aos direitos humanos, às minorias, à liberdade de pensamento e ao papel da oposição.
Para Cury, preparar o Brasil para os impactos da inteligência artificial, da robótica e das mudanças econômicas e climáticas exige investimentos em educação, ciência, saúde e produção sustentável, acompanhados do cuidado com as pessoas.
“O Brasil precisa aprender a conviver consigo mesmo, respeitar suas diferenças e proteger suas instituições”, afirmou.
Em sua mensagem, o escritor reforçou o chamado à superação da hostilidade política.
“Governos passam, líderes passam, partidos passam, mas o Brasil permanece!”, finalizou.
O segundo turno das eleições que definirão o novo presidente da República ocorre no próximo dia 25 de outubro. Cury, que recebeu 2,89% dos votos (3.448.569) se junta a outros dois candidatos que disputaram o Palácio do Planalto no primeiro turno, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que também declararam apoio ao representante do PL.







