O sistema financeiro brasileiro amanheceu nesta terça-feira (18/11) sob o impacto da liquidação extrajudicial do Banco Master e da prisão de seu presidente e controlador, Daniel Vorcaro. A medida foi tomada pelo Banco Central um dia após o anúncio de interesse do Grupo Fictor em comprar a instituição.
De acordo com o Banco Central, a liquidação extrajudicial encerra as operações do Banco Master e organiza sua saída do sistema financeiro, com nomeação de liquidante e bloqueio dos bens dos controladores e ex-administradores. A decisão também atinge a corretora de câmbio ligada ao banco, que passa a ser incluída no mesmo regime especial.
Paralelamente, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, que investiga a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras. No âmbito dessa investigação, Daniel Vorcaro foi preso em São Paulo, no Aeroporto de Guarulhos, quando se preparava para embarcar para Dubai, segundo informou a própria PF e a defesa do executivo.
Os procedimentos adotados pelo Banco Central colocam fim às negociações em torno da venda do Banco Master ao Grupo Fictor, que via na operação uma forma de ingressar no setor bancário utilizando a estrutura já existente da instituição. Com a liquidação, esse acordo deixa de ter viabilidade.
A liquidação extrajudicial é aplicada quando a autoridade monetária identifica situação considerada irreversível, como grave comprometimento financeiro ou infrações relevantes às normas do sistema. Nesses casos, o objetivo é proteger depositantes, credores e a estabilidade do mercado, retirando a instituição do sistema de forma controlada.
O caso segue em apuração pela Polícia Federal e pelos órgãos de supervisão, e novas etapas da investigação podem detalhar as irregularidades que motivaram tanto a operação policial quanto a decisão do Banco Central em relação ao Banco Master.








