O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve nesta quarta-feira (4/11) a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e interrompe o ciclo de cortes iniciado depois de a taxa ter ficado estacionada em 15% por cinco reuniões seguidas.
A manutenção era esperada pela maior parte do mercado financeiro e já estava precificada. Ao longo do ciclo de redução, o comitê promoveu cinco cortes até chegar ao patamar atual.
No comunicado, o Copom afirmou que, desde a reunião anterior, em 16 de setembro, houve piora do cenário doméstico e externo. Os diretores citaram a guerra prolongada no Oriente Médio, que pressionou os preços do petróleo, e a política monetária mais restritiva nas economias avançadas.
Segundo o colegiado, esse ambiente exige cautela dos países emergentes diante do aumento da volatilidade nos preços de ativos e de commodities. A inflação segue em alta, mas em ritmo mais lento. O comitê não deu sinais claros sobre novos cortes.
As projeções do mercado apontam a Selic em 11,75% ao fim de 2027 e em 10% em 2028 e 2029. A próxima reunião do Copom está marcada para 8 e 9 de dezembro, a última de 2026.
A Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Juros altos encarecem o crédito e freiam o consumo, o que ajuda a segurar os preços, mas também desaceleram a atividade econômica e pesam no endividamento das famílias. Em setembro, o país bateu recorde de 84,2 milhões de inadimplentes.










