“É preciso se preparar para o pior”, alerta assessor especial da Presidência sobre conflito no Irã

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O avanço das tensões no Oriente Médio levou o governo brasileiro a adotar um discurso de alerta e prudência neste início de semana. Em fala recente, na segunda-feira (02/03), o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou que “é preciso se preparar para o pior” na região, em referência ao risco de ampliação do conflito para outros países.

Paralelamente, o ministro da Defesa, José Mucio, destacou que as Forças Armadas monitoram o cenário e estão à disposição para operações de retirada de brasileiros caso seja necessário.

De acordo com Amorim, o “pior”, neste contexto, não significa uma intervenção militar brasileira, mas sim o aumento das hostilidades e a possibilidade de o confronto ultrapassar fronteiras, atingindo diretamente outros atores do Oriente Médio. A leitura do diplomata é que o momento exige atenção redobrada na diplomacia e no acompanhamento de desdobramentos militares e políticos, para evitar surpresas em uma região historicamente instável.

O Ministério da Defesa reforçou que o foco do Brasil é a proteção de seus cidadãos. Em declaração pública, José Mucio afirmou que as Forças Armadas estão em estado de prontidão para uma eventual operação de repatriação, a exemplo do que ocorreu em outros cenários de crise internacionais. “Por enquanto, nós estamos nos informando. O general ontem me passou um informe muito completo de como estava a situação. E, assim como foi na Venezuela, ou nesses países onde a gente tem esse perspectiva de problemas, estamos preparados não para agredir. Somos a Força Armada Brasileira, fazemos dissuasão e protegemos o nosso país”, disse o ministro.

Dados do Ministério das Relações Exteriores indicam que cerca de 100 brasileiros vivem em Teerã e mais de 60 mil estão espalhados por diferentes países do Oriente Médio. Esse contingente faz com que o governo acompanhe com cautela qualquer escalada, avaliando rotas, meios de transporte e eventuais acordos de cooperação que possam ser acionados em caso de evacuação emergencial.

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