Uma imagem que reúne Gleisi Hoffmann, Marina Silva, Simone Tebet e Soraya Thronicke passou a circular nas redes sociais depois do primeiro turno, acompanhada de comentários sobre o resultado das urnas e acabaram virando meme. As quatro disputaram vagas no Senado no domingo (4/10), nenhuma foi eleita e todas ficarão sem mandato a partir de 2027. Três delas foram ministras do governo Lula, e a quarta deixou o campo bolsonarista para se aproximar do presidente.
Em São Paulo, Tebet (PSB) e Marina (Rede) dividiram o eleitorado de centro-esquerda e ficaram atrás dos dois candidatos da direita. As vagas foram para Guilherme Derrite (PP), com 30,64% dos votos válidos, e André do Prado (PL), com 29,30%. Tebet terminou em terceiro lugar, com 19,23%, e Marina, em quarto, com 18,12%. Ex-ministra do Planejamento, Tebet havia deixado o MDB e transferido o título eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo para disputar a eleição. Foi a primeira derrota dela em uma eleição estadual. Marina, ex-ministra do Meio Ambiente e três vezes candidata à Presidência, abriu mão de disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados.
No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra das Relações Institucionais e uma das principais lideranças do partido, terminou em quarto lugar, com 13,33% dos votos. As duas vagas ficaram com Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo). Assim como Marina, Gleisi deixa a Câmara dos Deputados, onde exercia mandato conquistado em 2022.
Em Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke (PSB) não conseguiu a reeleição. Eleita senadora em 2018 pelo PSL com o apoio de Jair Bolsonaro, ela rompeu com o ex-presidente, disputou a Presidência em 2022 e, neste ano, se filiou ao PSB para fazer campanha como aliada de Lula. Terminou em quarto lugar, com cerca de 13% dos votos, e viu as duas vagas irem para candidatos do PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja e Capitão Contar.
As derrotas fazem parte de um resultado mais amplo. O PL terá 28 senadores a partir de 2027, a maior bancada de um partido no início de uma legislatura desde 1988, enquanto nomes tradicionais como Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros e Ciro Nogueira também ficaram fora do Senado. No Distrito Federal, a senadora Leila Barros (PDT) e a deputada Erika Kokay (PT) perderam a disputa para Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL.









