O episódio envolvendo a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e Lurian da Silva, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcou os bastidores do desfile em homenagem ao petista no Sambódromo do Rio de Janeiro, na noite de domingo (15/2). As informações são da Folha de São Paulo.
A situação ocorreu em uma sala reservada à Presidência, dentro do camarote da prefeitura, onde o acesso era restrito e dependia de autorização do próprio presidente e da primeira-dama.
Segundo relatos de pessoas que estavam no local, Lurian entrou na área exclusiva acompanhada do filho, Thiago, para cumprimentar o pai. A permanência da filha no espaço, no entanto, teria incomodado Janja. Testemunhas afirmam que a primeira-dama pediu que Lurian deixasse o ambiente e teria dito: “Aqui não é lugar para isso.”
Ainda de acordo com os relatos, a filha do presidente respondeu que Janja não compreende a relação entre pais e filhos. A porta da sala estava aberta, e a discussão teria sido ouvida por assessores da Presidência e da prefeitura. Após o bate-boca, Lula e Lurian se despediram, e a filha do presidente voltou à área comum dos convidados, onde foi vista chorando.
Procurada, Lurian negou ter sido expulsa pela madrasta e disse que não chegou a vê-la dentro da sala reservada no momento em que entrou para falar com o pai.
“Eu nem vi a Janja. Só vi o meu pai. Ela não estava na sala quando eu entrei” afirmou.
O clima de tensão não se restringiu à família. Ministros e auxiliares do governo também enfrentaram dificuldades para acessar o espaço reservado à comitiva presidencial. Muitos não conseguiram entrar, sob a justificativa de que a sala era pequena e a restrição era necessária para evitar tumulto. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, foi uma das autoridades que não tiveram a entrada autorizada.
Já o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares do Santos, permaneceu no ambiente restrito e acompanhou Lula na ida à frisa para cumprimentar integrantes das escolas de samba. Em nota, a pasta ressaltou:
“A ministra Margareth estava de férias e o Márcio estava a trabalho. Ele foi a pessoa que conduziu o presidente para cumprimentar as quatro escolas que desfilaram nesse dia. As entradas na sala privada eram para essa função. Sobre a decisão de quem entra na sala privada do presidente, sugerimos checar com a Presidência, já que não é função do Ministério da Cultura.”











