A Justiça de Diadema, no ABC Paulista, acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo e tornou réu o influenciador fitness Renato Cariani por suspeita de tráfico de drogas. Além dele, outras quatro pessoas também foram denunciadas pelo crime: Roseli Dorth, Fabio Spinola Mota, Andreia Domingues Ferreira e Rodrigo Gomes Pereira.
Além de Cariani, também viraram réus Roseli Dorth, Fabio Spinola Mota, Andreia Domingues Ferreira e Rodrigo Gomes Pereira. Os acusados têm 10 dias para apresentarem suas defesas e como medida cautelas, os investigados precisam entregar seus passaportes em até 24 horas.
“Foram identificadas sessenta transações dissimuladas vinculadas à atuação desta associação para o tráfico, totalizando, aproximadamente, doze toneladas de produtos químicos (fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila), o que corresponde a mais de quinze toneladas de cocaína e crack prontas para consumo”, alegou o MP na denúncia.
Segundo o MPSP (Ministério Público de São Paulo), o grupo teria produzido, vendido e fornecido mais de doze toneladas de produtos químicos destinados à preparação de drogas em pelo menos sessenta ocasiões.
Além disso, eles teriam dissimulado os valores provenientes dos crimes de tráfico de drogas por meio de depósitos em espécie, convertendo aproximadamente R$ 2.407.216,00 em ativos lícitos.
Após dez meses de investigação, a Polícia Federal de São Paulo concluiu o inquérito contra Cariani e dois de seus amigos por suspeita de desvio de produtos químicos para a produção de drogas para o narcotráfico.
O relatório final resultou no indiciamento deles por tráfico equiparado, associação para tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Apesar disso, a investigação não solicitou suas prisões, e todos respondem em liberdade.
O caso agora está nas mãos do MPF (Ministério Público Federal), que decidirá se denunciará o grupo pelos crimes. Se condenados, poderão enfrentar penas de prisão.
A defesa do influenciador alegou que as acusações contra Renato Cariani são não apenas inconsistentes, mas também desprovidas de qualquer lógica.
“Não faz qualquer sentido lógico considerar que 2 estabelecidos executivos do setor químico, após dedicarem uma vida inteira de trabalho à empresa, aventurar-se-iam no submundo do tráfico de drogas para dividirem, com mais de uma dezena de pessoas, um suposto lucro de 1.5 milhões de reais, enquanto essa mesma empresa faturou 130 milhões de reais no mesmo período”, afirmou em nota.
Além disso, o advogado informou que mais de cem documentos foram anexados, comprovando que o cliente nunca se envolveu em qualquer atividade ilegal. Esses documentos serão compartilhados publicamente com o levantamento do sigilo do processo.










