O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou sobre o ataque a tiros em uma escola em São Paulo, nesta segunda-feira (23/10), que deixou uma jovem morta e estudantes feridos. O líder do Planalto disse ter recebido a notícia com “tristeza” e criticou a acessibilidade a armas no Brasil.
“Recebi com muita tristeza a notícia do ataque na Escola Estadual Sapopemba, Zona Leste de São Paulo. Meus sentimentos aos familiares da jovem assassinada e dos estudantes feridos. Não podemos normalizar armas acessíveis para jovens na nossa sociedade e tragédias como essas”, escreveu na plataforma X, antigo Twitter.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também comentou o atentado, descrevendo-o como “inaceitável”.
“Nossa solidariedade e orações aos atingidos pelo ataque na Escola Estadual Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, que levou ao óbito de uma estudante e deixou ferimentos em outras três. Lamento mais este episódio inaceitável num espaço de educação e convívio social. Nossos sentimentos aos pais, familiares e à comunidade escolar neste momento de profunda dor”, assinalou Alckmin.
Outro representante do governo a se manifestar foi o ministro da Educação, Camilo Santana.
“Meus sentimentos aos familiares e amigos das vítimas desse episódio de violência na Escola Estadual Sapopemba, Zona Leste de São Paulo. Um fato profundamente lamentável, inaceitável, que entristece a todos nós”, declarou.
O governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que a unidade estudantil teve as aulas suspensas por ao menos dez dias. De acordo com ele, o momento é de oferecer acolhimento e assistência.
“A gente precisa desse tempo agora para acolher as famílias, falar com os pais, para dar assistência aos alunos, dar assistência aos profissionais da escola, dar assistência aos professores, para a gente poder depois seguir em frente”, ponderou o governador durante entrevista coletiva realizada em frente a escola.
Ainda na ocasião, ele refletiu sobre possíveis medidas para evitar atentados semelhantes no futuro, mas reconheceu ainda não ter uma solução. Disse, porém, que irá oferecer mais psicólogos para atender os afetados.
“São 1.800 alunos aqui. Imagina você fazer revista todos os dias de todos os alunos. Eu não tenho as respostas. Gostaria de ter. Qual é a solução? É botar detector de metal na porta de todas as escolas? Seria essa a solução? Será que é isso o correto? Eu não sei”, declarou.
Entenda
Um ataque a tiros dentro da Escola Estadual Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, na manhã desta segunda-feira (23), terminou em tragédia. A Secretaria da Segurança Pública disse que um adolescente de 15 anos entrou armado na escola e efetuou os disparos.
Uma das vítimas sofreu ferimento na cabeça e não resistiu. Outras duas foram atingidas no tórax e na clavícula. Já um quarto aluno machucou a mão em vidro ao fugir do ataque.
O ataque foi o segundo em uma escola estadual paulista em menos de sete meses. No dia 27 de março deste ano, uma professora de 71 anos morreu e quatro pessoas ficaram feridas após serem atacadas com faca por um aluno do oitavo ano da Escola Estadual Thomazia Montoro, na Zona Oeste de São Paulo. O agressor, de 13 anos, foi desarmado e levado para uma unidade da Fundação Casa.








