Lula terá maior tempo de TV na campanha presidencial

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Nesta sexta-feira (7/8), a divisão projetada do horário eleitoral gratuito colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do tempo de propaganda na TV e no rádio entre os principais candidatos à Presidência da República.

Na configuração atual das alianças, Lula deverá dispor de 5 minutos e 32 segundos por bloco de propaganda. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo, com 4 minutos e 20 segundos, enquanto o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), terá pouco mais de dois minutos.

A distribuição não acompanha o desempenho dos candidatos nas pesquisas eleitorais. O cálculo leva em consideração principalmente o tamanho das bancadas dos partidos e federações que integram cada candidatura na Câmara dos Deputados, conforme as regras da legislação eleitoral.

Esse critério beneficia candidatos apoiados por alianças com maior representação no Congresso. Lula chega à disputa respaldado por uma composição que reúne, entre outras siglas, PT, PV, PCdoB, PSOL, Rede, PDT e PSB.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, aparece atrás do petista enquanto permanece apoiado essencialmente pelo PL. Segundo projeções divulgadas antes da definição final das coligações, uma eventual ampliação da aliança poderia alterar significativamente a divisão do tempo.

Já candidatos como Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) podem ficar sem participação nos blocos do horário eleitoral gratuito caso suas legendas não atendam aos requisitos legais necessários para acessar esse espaço.

Os números, porém, só estarão definitivamente consolidados após o fechamento das alianças e a elaboração do plano de mídia pela Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece as regras e o calendário para a propaganda gratuita no rádio e na televisão.

A campanha na TV continua sendo uma das principais ferramentas para alcançar eleitores fora das redes sociais, especialmente em segmentos da população com menor exposição a conteúdos políticos digitais. O peso do horário eleitoral, contudo, já não é considerado isoladamente determinante para o resultado das urnas.

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