Em meio a anúncios sobre inteligência artificial e soberania digital, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou ao tema mais elementar de sua trajetória política: comida na mesa. Durante agenda realizada em Macaíba, no Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (20/8), o petista afirmou que garantir três refeições diárias aos brasileiros representa uma missão de vida.
A declaração ocorreu durante visita ao Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX). Lula participou de compromissos relacionados à instalação de supercomputadores, infraestrutura tecnológica e ampliação da capacidade brasileira de desenvolver sistemas próprios de inteligência artificial.
“Ao terminar o meu mandato, cada brasileiro e cada brasileira que estiver tomando café, almoçando e jantando, eu já terei cumprido uma tarefa da minha vida”, declarou o presidente em transmissão realizada durante a agenda.
Lula também reconheceu que combater a pobreza exige decisões políticas e investimentos elevados. Segundo ele, mesmo quando o custo individual de uma política social parece baixo, o número de brasileiros em situação de vulnerabilidade amplia o impacto sobre o orçamento público.
A frase não é inédita. Desde o início do atual mandato, Lula utiliza variações da mesma declaração para apresentar o combate à fome como um dos principais critérios pelos quais pretende avaliar o próprio governo.
Os dados mais recentes mostram avanços, mas também revelam que a meta de acesso universal à alimentação ainda não foi alcançada. O relatório de 2026 da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) manteve o Brasil fora do Mapa da Fome, com menos de 2,5% da população em situação de subnutrição.









