O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a adotar um tom mais duro no discurso político ao afirmar, neste sábado (7/2), que “não tem essa mais de Lulinha paz e amor”. A declaração foi feita em Salvador (BA), durante o evento de comemoração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), e foi acompanhada de uma avaliação direta sobre o clima da próxima disputa eleitoral: segundo ele, a eleição “vai ser uma guerra”.
Diante da militância petista, Lula criticou a postura dos adversários e cobrou reação da base aliada. “Eles são desaforados e nós não podemos ficar sendo quietinhos. Não tem essa mais de Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter que estar preparados para ela”, afirmou, em tom de alerta, reforçando a ideia de que o embate político será mais tenso e confrontativo do que em anos anteriores.
O recado mira não só a oposição, mas também a mobilização interna do PT. Ao descartar a versão “paz e amor” que marcou campanhas anteriores, Lula sinaliza uma estratégia de enfrentamento mais explícito, buscando manter a militância engajada desde já. A fala ocorre em um momento em que o partido organiza sua narrativa para defender o atual governo e tentar conter o avanço de adversários no cenário nacional.











