Nesta segunda-feira (21/9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a dizer que Donald Trump age como imperador, em entrevista concedida em Nova York.
A conversa foi com a jornalista Christiane Amanpour, da CNN internacional, na véspera do discurso brasileiro na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Ao descrever o que considera o estilo do norte-americano, Lula recorreu à ideia de imposição pela força. “É um jeito de governar quando você diz que eu sou forte, eu sou maior, eu sou mais rico, eu posso tudo e o restante tem que obedecer”, afirmou. Em seguida, completou: “É a chamada lei do mais forte, eu não concordo com esse tipo de lei”.
O presidente delimitou o que entende ser o alcance do mandato do colega. “O Trump foi eleito para ser presidente dos EUA. Ele tem o direito de governar para EUA, mas ele não tem o direito de governar outros países”, disse, acrescentando que o norte-americano “não tem o direito de impor a sua vontade”.
Sobre a sobretaxa aplicada a produtos brasileiros, foi direto. “O tarifaço é baseado em mentiras”, declarou. Ainda assim, evitou o tom de confronto ao tratar do encaminhamento. “Eu não quero entrar em uma guerra tarifária com os EUA, nem com qualquer outro país. O que eu quero é negociar.”
Não é a primeira vez que ele usa a expressão. Em julho do ano passado, já havia afirmado que o republicano não fora eleito “para ser o imperador do mundo”.
Até a publicação desta reportagem, o governo norte-americano não havia respondido às declarações.









