PF descarta presença de irmãos de Bacabal entre crianças resgatadas nos EUA

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ágatha Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4, não estão entre as 163 crianças localizadas durante uma operação realizada nos Estados Unidos. A possibilidade, que havia renovado a esperança da família, foi descartada nesta quarta-feira (9/9).

A Polícia Federal (PF) informou que recebeu das autoridades norte-americanas a confirmação de que nenhuma criança brasileira aparece no grupo localizado pela Operação Statewide Shield. A resposta afasta a suspeita de que um dos meninos resgatados pudesse ser Allan.

A hipótese ganhou força depois que uma fotografia divulgada nos Estados Unidos chegou ao conhecimento da família. A semelhança percebida entre a criança da imagem e Allan levou a mãe dos irmãos a procurar a PF em São Luís para pedir uma verificação oficial.

A família também se colocou à disposição para fornecer material genético, caso fosse necessária uma comparação. A advogada Nathaly Moraes afirmou, porém, que não havia recebido diretamente a informação sobre a ausência de brasileiros entre as crianças encontradas quando foi procurada pela imprensa.

A operação norte-americana foi realizada durante cinco dias e localizou crianças e adolescentes com idades entre 2 meses e 17 anos. Parte deles havia sido exposta a situações de abuso, negligência, exploração ou outras atividades criminosas.

O trabalho reuniu autoridades estaduais, locais e federais. As localizações ocorreram em diferentes regiões da Flórida, outros estados norte-americanos, um território dos Estados Unidos e países alcançados pela cooperação internacional.

Embora a pista tenha sido descartada, a família pediu que os nomes de Ágatha e Allan sejam incluídos na Difusão Amarela da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). O mecanismo permite compartilhar internacionalmente informações sobre pessoas desaparecidas.

A solicitação ainda precisa ser analisada antes de um eventual encaminhamento à Interpol. A medida não significa que os irmãos estejam fora do Brasil, mas poderá ampliar o alcance das buscas caso apareçam indícios relacionados a outro país.

Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026, quando brincavam com um primo em uma área de mata próxima à comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, no Maranhão.

O primo, então com 8 anos, foi encontrado com vida três dias depois. Desde então, equipes de segurança, bombeiros, voluntários, cães farejadores, mergulhadores e equipamentos de sonar participaram das buscas pelos irmãos.

O paradeiro das duas crianças permanece desconhecido. A investigação conduzida pela Polícia Civil do Maranhão continua sob sigilo, sem uma linha oficial confirmada sobre o que aconteceu após o desaparecimento.

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