Nesta quinta-feira (18/06), a Operação Compliance Zero chegou a um dos nomes mais próximos do Palácio do Planalto no Senado. A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula na Casa, em um novo desdobramento da investigação sobre irregularidades ligadas ao Banco Master.
A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e envolve diligências na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
Ao todo, são 18 mandados de busca e apreensão. A investigação apura suspeitas de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Além de Wagner, também é alvo da operação o empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master.
As buscas ocorrem em endereços ligados aos investigados. Em Brasília, agentes estiveram em um hotel onde o senador mora. Em Salvador, também foram cumpridas medidas relacionadas ao parlamentar e ao empresário.
A nova fase amplia o alcance político do caso Master. Até então, a operação já havia atingido nomes ligados a diferentes campos partidários, incluindo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro do governo Jair Bolsonaro.
Agora, a investigação passa a envolver diretamente o líder do governo Lula no Senado, o que aumenta o impacto político do caso em Brasília.
A Compliance Zero investiga um conjunto de suspeitas envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro e pessoas ligadas ao grupo financeiro. Desde as fases anteriores, a Polícia Federal apura possíveis fraudes, lavagem de dinheiro e pagamentos de vantagens indevidas.
Augusto Lima já havia sido preso na primeira fase da operação, em novembro de 2025, e depois foi solto por decisão judicial. Ele segue monitorado por tornozeleira eletrônica, segundo informações divulgadas.
A relação entre Wagner e Lima já havia sido mencionada publicamente pelo senador. Em entrevista anterior, o petista afirmou ter conhecido o empresário durante tratativas relacionadas à antiga Cesta do Povo, estatal baiana que passou por processo de venda quando Wagner tinha papel no governo da Bahia.
Na mesma entrevista, Wagner disse que nunca tratou com Daniel Vorcaro sobre o tema.
A Polícia Federal também determinou medidas cautelares, como proibição de contato entre investigados e suspensão de passaportes.









