PGR rejeita nova proposta de delação de Daniel Vorcaro

Foto: Divulgação/Banco Master

A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A decisão foi informada nesta segunda-feira (15/06) e segue a mesma linha adotada pela Polícia Federal, que já havia recusado o material na semana passada.

Com a nova negativa, Vorcaro perde, ao menos por ora, a principal aposta de sua defesa para tentar negociar benefícios no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master.

A colaboração premiada era tratada como uma possível saída para reduzir riscos penais e abrir caminho para algum tipo de alívio processual. Para isso, no entanto, o conteúdo apresentado precisaria convencer os investigadores e o Ministério Público de que havia fatos novos, provas relevantes e capacidade de comprovação.

Esse não foi o entendimento da PGR.

Segundo as informações divulgadas, procuradores avaliaram que a nova proposta não avançou o suficiente para justificar a celebração de um acordo. A Polícia Federal já havia rejeitado a colaboração sob o argumento de que o material não trazia novidades relevantes para as investigações.

A segunda proposta de colaboração foi rejeitada pela PGR e que os procuradores seguiram a mesma linha da PF. Em apurações anteriores, a própria emissora havia mostrado que a Polícia Federal via omissões no relato de Vorcaro e suspeitava de tentativa de blindar aliados.

A expectativa em torno da delação cresceu porque o caso Banco Master envolve uma rede de investigações sobre supostas fraudes financeiras, movimentações bilionárias e possíveis conexões com agentes públicos.

Antes da rejeição, a defesa buscava convencer os órgãos de investigação de que Vorcaro poderia aprofundar relatos e apresentar elementos úteis sobre o funcionamento do esquema.

Sem a aceitação da PGR e da PF, a delação não avança para uma etapa decisiva. Mesmo que houvesse concordância dos investigadores, o acordo ainda precisaria passar por homologação judicial para produzir efeitos.

O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Folha de S.Paulo, a decisão da PGR foi comunicada ao ministro nesta segunda-feira.

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